segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

NATAL DE JESUS CRISTO EM NÓS

I

Uma história está conexa com várias histórias estórias vitórias glórias e "passifloras" /
é um conglomerado de galáxias em signos com versos imersos em universos inversos /
uma enxameação de abelhas atarefadas ocupadas /
na busca de uma colmeia para a rainha da paz /
que também convoca a guerra no ferrão da abelha operária /
e a paz desenhada no paladar do mel mais precioso que o ouro e as gemas /
porque o mel é um dos sete espíritos da vida /
uma das três almas que a natureza prodigaliza /
enquanto houver vegetal e sol e rol de insetos rodando por flor em flor que for /
e os bichos todos atenderem à convocação de coração na vocação das águas da chuva /
pois as águas da chuva é a voz do profeta que clama pelas ervas no deserto /
e faz o levante do sol girar ao contrário no levante das cabeças das ervas da terra /
como se fora um sol oriundo dos subterrâneos /
onde silencio corre e nada no ato do peixe um aquífero de longo curso capitão /
ali abaixo das areias onde antes havia um deserto seco e árido ávido do elixir da vida /
que vem nas asas das águas da chuva com sua flexibilidade rebelde /
que água é ente insurreto e faz revolução e evoluções hidratadas /
levando a giros em espirais que rodam em redemoinhos /
ocasionados pelo vigoroso batismo anual do profeta João Batista /

- o João-de-barro suscitado às dunas de areias do deserto sequioso de água /

chamado à hora do riacho para o batismo sincrético da vida pululando da Bíblia ao Corão /
dos sinais hebraicos aramaicos gregos aos signos árabes na beleza em arabesco /

- São João Batista escreveu com os pés em signos arábicos hebraicos aramaicos /
pisou a serpente em versos no grego da Septuaginta /
e o latim da Vulgata /

e enfim a beleza do maior escrito em canto silente no Alcorão /

São João Batista foi o maior dos profetas - andarilho em signos /

Esse profeta cujo trânsito na vida ficou registrado como pés na areia /
rastos indeléveis de alguém que não passa impunemente pela areia que escreve e desenha /
FirstSurahKoran.jpgdo profeta que andou sobre os signos do Tanakh e do Alcorão /
atravessando regiões e religiões sob as línguas de fogo que registraram seus pés /
na longa praia da fama impressa na areia da Nebulosa Relógio de Areia suspensa no céu /
e as brancas poeiras ou o pó de cor ambígua à mixórdia do solo para ervas em violinos /
- o profeta que ofuscou constelações a caminho mas viveu simples e ao rés-do-chão /
renovando o renôvo da vida ao aspergir a água que desce em bênção de sua mão /
sobre as cabeças coroadas com flores na resposta das ervas emergindo do fundo da terra /
tal qual o ovo saindo do ouro líquido de vida do ovo de onde sai o pintainho e passarinho /
e a criança saindo da madre para a luz na história de Jesus e Maomé e Moisés /
-que viver é sempre um ato de Deus/Alá/Cristo em nós /
- ato de fato escrito com anjo em livro /
- mensageiro que traz a boa nova /
em forma de canto belo e silente de Alá /
"o clemente, o misericordioso" /
cujo canto santo sai na voz do profeta Maomé /
ou pelos profetas de Javé na Tanakh /
ou no Evangelho do anjo novo em Cristo /
filho de Deus em terra /
eme terra firme /
Garoupa-gigante (Epinephelus lanceolatus) no Aquário de Geórgia
- e água!, ó peixes!!! /

II
O natal é destas festas antigas das águas /
que já existia antes do antigo Egito do faraó Ramsés I /
e foi detectada e exprimida pela primeira vez no universo dos versos bíblicos /
na história estória de Moisés que veio nas águas /
história natural do homem que é quase nada mais que água /
corpo de água - lençol freático : Grande Aquífero Guarani /
- o homem : esse Moisés d'água /
Adão do barro mais molhado de água /
do que arraigado à terra ao modo erva de ser /
O homem : Moisés-Adão /
- o ser anfíbio das águas /
o ser ambíguo no homem /

Nas águas batizado com a vida /
pelo santo profeta : voz que clamou às ervinhas no deserto /
até que elas colocaram a cabeça para fora das areias /
- cabeças sobre as areias /
e sob o céu : violinista azul em delírio de lírio /
III

Moisés e João Batista não somente simbolizam mas são as águas que clamam pela vida /
e constroem plasticamente a vida para além da transcendência de Kant ou Picasso /
- dois filósofos que expressaram com aparato técnico diferente /
as mais simples e complexas formas e estruturas pensadas pela gota de água /
que veio do oceano e desaguou no pensamento deles /
dando tanta vida de insetos e beleza e verdade à ideía única que moldou /
todo o labor mental do cérebro e do corpo deles /
sapo - animais anfíbios
Moisés é o grande anfíbio /
é o corpo anfíbio /
o corpo de todo anfíbio /
no sentido ou vetor da idéia de Platão /
João Batista é a água /
- a água que abençoa a vida com o sopro de fertilidade e perpetuação /
nos campos cultivados com flores e frutos /
na floresta virgem /
verde virgem /
e no ventre da virgem /
assim individuada /
humana e diva /
IV
Na dulcíssima história-estória do menino Jesus /
então embalado nos braços da carmelita descalça /
ouvindo a voz suave da doutora das santas : /
Santa Terezinha do Menino Jesus /
essa monja carmelita que é o melhor mel de flor de laranjeira do amor de Deus /
mãe do silêncio no claustro e no ergástulo do condenado /
que acalentou a estória de Jesus nos braços da história dela e nossa /
até criar a história de todos no natal de Cristo /
legando ao lindo e ao Hades ao estória de Jesus canônico ou apócrifo /
que Jesus Cristo tem esses dois narrados em signos /
outros inúmeros Jesus Cristo em figuras imagens pinturas esculturas /
e mais outros Jesus em teorias e teologias fundadas em estórias e histórias /

Nada foi óbice , portanto, /
para a existência dúplice de Jesus /
em Jesus apócrifo /
e Jesus Cristo canônico /
- um Jesus de Nazaré /
outro Cristo sem Nazaré /

Todavia a história real de Jesus Cristo é a nossa história e estória em Gauguim /
pois vivemos todos individual e coletivamente a história de Jesus /
contamos narramos em nós e nossos filhos e netos a história de Jesus Cristo /
arrancada à erva má e sem raiz da "estória" que não existe como palavra sequer /
sendo um "inútil apêndice" na língua portuguesa com certeza da tereza e de Tereza /
pelas quais escapo da prisão do mundo social no corpo de dervixe e eremita que sou /
e pelo corpo de social e individual de Cristo que somos quer queiramos ou não /

- o natal nasce em nós /
e não nós no natal /
V


No Egito do deus Osíris também nascemos para a história natural contada e cantada /
que este deus do Egito foi um dos primeiros Jesus /
e, consequentemente, um dos primeiros eu e tu e nós todos fetos do mito /
filhos e netos e bisnetos e tataranetos da história de Osíris e Jesus Cristo /
nascidos em Jesus Cristo filho de Deus em Belém da Judéia sob estrela da noite /
( uma que seja! já vale a nebulosa vida de Andrômeda que temos! ) /
e de Belém-Belém indo ( todos nós, os Jesus!) - rei em fuga para o Egito /
onde outrora batia no solo e nas águas com vigor o cajado de Moisés /

porquanto o natal de Moisés já vinha em águas e vinho /
e pão da promissão não levedado - pão ázimo /
originário corpo de Cristo - nosso pai e corpo anterior na história natural /
pois que somos todos Cristos em corpo e mente não só na hóstia sagrada /
mas no santo dos santos /
mesmo peregrinos nômades e estrangeiros /
na terra que nos evocou pela voz da promissão divina /
onde judeus de Deus escrevemos a história natural da migração dos anfíbios e insetos / com caracteres do sobrenatural onde imprimimos profetas vivos /
com o sangue na terra em vocação ouvida pelo povo dos profetas /
que nos chamou do Egito - cativeiro na infância /
de Jesus Cristo e do povo de Deus /
que ouviu seu profeta chamando do deserto /
- pelo vento em ondas eletromagnéticas /
- vento em redemoinhos na tempestade de areia /
que cobre a cabeça do árabe e do beduíno /
- mas grita ao povo na letra da lei /
e do profeta que canta : /

" Do Egito chamei meu filho " /
- para os braços de seu avô Osíris! /

VI

- Ai! Jesus que cruz truz na luz de Belém! /
luz truz em cruz difusa confusa Aretusa e musa - que musa! na música de Bach /
e da pintura e poesia européia /
saindo pelo ladrão na arquitetura e escultura /
- porque nunca houve depois de Cristo!!! /

Após a história de Jesus Cristo /
só houve depois de Cristo e antes de Cristo! : /
e a estória e a história acabou no olvido /
que medrou no natal depois de Cristo /
com martelo e bigorna /
- para o ouvido /
em circunvoluções harmônicas com o Órgão de Bach /
em contraponto de fuga /
VII


Rana ridibunda

Na barca de água do anfíbio Moisés /
símbolo no ato do homem e espírito natural de fato /
cuja voz retumbante de trovão e o risco do relâmpago na regra negra da noite /
com açoite de vento no tempo da tempestade /
que ainda ulula na bula papal contra os templários /

e sopra as asas dando vida ao vôo dos insetos /
os quais vão no vão das águas remando com asas sob chuvas torrenciais /

trazendo a mariposa e a térmita e as formigas aladas à querubim /
adicionadas a uma caterva de insetos batizados que vêm com piloto anfíbio /
no risco arisco e corisco de partirem frágeis asas nas bátegas da tempestade /

- Tempestade cuja face está reflexa no céu pelo espelho dos raios que lampejam /
e no seu lampejo sua lâmpada lamparina de gênio ilumina o reflexo e o espelho /
que reconstituem o espectro de Narciso /
agora se afogando em beleza nas águas da chuva /
em corpo e alma de narcisistas formigas térmitas sapos rãs /
e besouros saindo de vaga-lumes com farol /
e sobretudo natural de coleóptero /

VIII

A água benta e santa é a energia "Moisés" guiando o piloto do inseto até meu neto! /
que a água da placenta também aumenta o mapa da vida /

é a força motriz na indústria da chuva que pinga ou espoca gotas nas telhas /
tangente à tangente matemática que faz o vento moinho em redemoinho /
com o capitão de longo curso ao timão das térmitas à borrasca /

navegando no ar em bergantín oblongo em longo curso pelos pélagos e lagos /
dos magos e vagos afagos em fatos históricos sobre o rei do Congo /

até pousar e aninhar em novo lar para a construir sem ruir tugir ou mugir /
na fase além mar do povo sem par de asas partidas na partida de ida da vida lá /
gente de coração e alma partida na partida e na chegada à hora do ângelus /
ou na regra negra na treta da noite com capuz no caput /
capeta embuçado encapuzado na lei do rei el rei de Portugal e Algarve /
noite chorosa de "sereno" orvalho que mexe os ponteiros da madrugada até aurora /
de um povo que não veio de anjo na mariposa do navio negreiro de Castro Alves /
nem de demônio porque diabo algum pode ser impresso nas asas da borboleta amarela /
que aquarela por esses campos de flor na cor bela daquela mariposa que nunca pousa /
na água que veio viajando de longe até formar com terra santa e prometida /
o corpo do menino que veio na canção tangida ao ritmo de leis mosaicas e batistas /
impressas no coração da natureza e do homem que sabe à profecia /
- o poeta com verso na vida /
que o único verso do poeta é o universo emaranhado na vida /
que sem vida nem haveria universo na forma de ser /
não existiria por dentro no verso ao anverso do universo /
o poeta que faz o ser /
algo maior que o universo /
pois o ser é infinito matemático /
e não está na cadeia do tempo e dos fenômenos /
- pois o universo cabe no ser construído na existência do homem /
porém o homem transcende o universo /
pelo anverso do verso matemático /
que fala a língua natural da inteligência de poesia /
que caracteriza o ser humano /
arquitetado e construído pelo poeta e pelo filósofo /
duas catedrais no complexo do ser do homem /
IX

O natal de Jesus à luz do meu neto em Rembrandt /
que é a estrela de Belém neste meu natal /

e a a noite feliz de cada vida iluminando o canto ou a canção ou o poema /
ou a música dos seres presentes e os entes em penduricalhos na árvore de natal /
que canta com luz e toca com o violino de Jesus a noite que eu fiz feliz porque quis /
porque compus a noite feliz pra Jesus tocar com o seu violino azul celeste /
ao ritmo do sorriso e os olhos de luz do bem-nascido menino /
que nos nasceu depois de tanta noite em piche e breu ateu /

O natal de menino Jesus em Giotto para meu neto /
narra sempre a mesma história inenarrável : /

Uma grande estrela iluminando a noite de céu a céu /
um presépio lindo onde um rei acabou de nascer meu neto /
tal qual antes nascera meu pai, eu e meu filho /
todos reis meninos e homens /
não importa a força de Império cruel exercida pelo Poder Executivo da Besta coativa /
com Sansão com longos cabelos e braços fortes fazendo a lei policial dos juízes /

Outrossim pastores vêm saldar e reverenciar o pequenino rei /
anjos perfumando a noite com paz também vem a Belém /
( que hoje Belém é aqui neste presépio de paz de São Francisco de Assis /
meu pai seráfico e anjo guardião contra o mal da estrela do Cão Maior /
sempre rutilante no céu mental e moral dos homens de bem e do mal ) /

Por fim três reis magos vêm presentear o menino com ouro, olíbano e mirra /
presentes para reis como o menino bem-nascido /

Porém, e o mais belo Kandinsky , /
é que de um lado e do outro do menino /
ladeando o menino no presépio para visitas /
o pai e a mãe do menino /

Maria e José /
olhando meu neto /
como olhou meu pai para mim /
e eu ao meu primogênito /
e agora olho o neto /
e me recordo da eterna emoção de Maria e José! /

X

No berço do meu filho a natividade do meu neto /
que chora com saudade do ventre materno /
quando acorda e se sente sozinho /
passarinho sem ninho-mãe /
com a companhia diuturna e inseparável da mãe /
quando estava abrigado no ventre /
em amplexo pleno de amor com a mulher /
longe da solidão que o nascimento enceta /
- seria o nascimento o naufrágio de Robinson Crusoé?! /
ou a terrível queda do anjo /
que cai na água da terra /
sem asas ou pára-quedas /
ao nascer e ao morrer /
levante e ocaso /
- natal de Cristo /
ou cruz de Jesus /

O corpo humano é essa queda do anjo Chagall /
- essa queda em terra e água /
queda no corpo /
que leva o homem /
do levante ao poente /

XI

O choro da criança está no canto do anjo músico de Fra Angelico /
é o primeiro cantar dos cantares do ser humano /
encetado na manjedoura ou no berço /
ou na apreensão elegíaca de leito de hospital /
à mesa de cirurgia em parto cesariano /

O canto do bebê chama a mãe /
que não tarda /
que mãe não tarda /
não anoitece ao acender ou apagão do lampião da lua e estrelas /
- mãe amanhece ao lado /
com os olhos postados à flor da barra da alva /

Às vezes o canto do pequenino bardo /
imprime um desespero frenético à voz /
conforme a necessidade premente de se comunicar /
- de comunicar ao seu público-alvo suas carências comezinhas /
ou a dor a fome a angústia repentina que o acomete /

Outrossim sim sincopada ode canta /
na alegria expressa no sorriso tranquilo /
mantra do tamanho da serenidade de Buda meditando /
( um recém-nascido semelha o Buda /
na serenidade iluminada de suas feições /
e na pureza e paz emanada de sua aura ou espectro eletromagnético /
- aura ou aureóla que também circunda o corpo da virgem e da mãe /
observado em todas as obras-primas da pintura ocidental /
embora os médicos tenham teorizado essa beleza virginal da mãe /
com o estúpido e contextualizado conceito de "estado puerperal" /
para dizer algo de horrível gosto teórico /
colocando seu travo amargo pedante e arrogante /
em lugar dos versos melodiosos da poesia da Bíblia e Corão /
que cantaram e louvaram a verdade na beleza extrema /
daquele momento de luz /
no qual o recém-nascido se constitui em um ser supremo em si /
- em si bemol maior em concertos vitais de Mozart /
- o Mozart arquivado na memória natural em gen ) /

O Neném vem e canta-que-canta na cigarra que canta em sua voz /
para comunicar-se com a comunidade onde está inserido /
agora que é um peixe fora d'água /
- peixe que saltou para fora da água da placenta /
acima do cimo da lâmina d'água do rio São Francisco de Assis /

O canto do bebê chama a mãe /
aflora a vocação de mãe /
num arrulho de pomba /
- com que mais tarde evocará a amada /
XII
A criança recém-nascida tem um espectro eletromagnético puro /
comparável somente com o espectro eletromagnético da virgem /
da virgem que será mãe /

( a aura da virgem está sempre evidenciada /
na auréola sobre a cabeça das virgens nas obras de arte ocidentais /

que, entretanto, não percebeu que a aureola /
na perspectiva da conhecimento do espectro eletromagnético /
como apanágio dos vivos /
porquanto Cristo morto é apresentado aureolado por Fra Angelico /
consoante o contexto da ciência de meio-olho /
dos artistas mergulhados nas águas da teologia medieval ) /

O espectro eletromagnético ou aureola da criança bem-nascida sem o pecado medieval /
tem tamanha capacidade de comunicação com os circunstantes /

com a mãe e familiares próximos em Cristo /
mormente com a mãe /
referência-mor de amor primevo e arquetípico /

O espectro eletromagnético tem a função precípua ( pua - puah! ) /
durante toda a vida humana e animal /
de informar sem palavra frase ou oração /
tudo sobre a saúde ou doença do emissor /
bem como serve de meio de comunicação à distância /
ou para o surdo-mudo ou cego no ego também /
e mesmo a um ser humano em estado comatoso /
na coma do cometa de hospital sem Cristo /
( melhor hospital com Cristo para a vida - eterna ) /
porque ainda em coma profundo o ser humano continua a se comunicar /
tanto como emissor quanto como receptor de mensagens angélicas /
graças a luz emitida pela aura /
que emite todos os cantares em versos musicais /
de poetas em prosa com arcanjos com banjos roubado a anjos /

A aureola é o ouro da vida /
é a aura ou espectro eletromagnético /
que nos circunda protegendo a alma /

- A aura é a alma /
que no morto se evapora /

XIII
Os nobres místicos denominam de aura ao espectro eletromagnético /
o que é tão-só uma questão tão pequena de terminologia no logos - logo no logos /
e que se comunica e cintila em cada idade e pessoa em forma e intensidade diferente /
inclusive comunicando doença sentimento ou morte /
- o morto não emite aura ou espectro eletromagnético /

conquanto o adjetivo "espectral" esteja estreitamente vinculado a fantasmas /

A aura é a alma na vida /
anuncia à virgem o espírito santo /
e ao místico o espírito do diabo /
os quais convivem na simbiose do nó que faz o "nós /
o que somos no abismo da tensão de bem e mal /

O cadáver é tão-só um corpo solitário /
separado da santa auréola da vida /
que aparta os são dos malsãos /
os mortos dos vivos /

XIV
O recém-nascido dorme e dorme muito /
Também em todas as outras idades dormimos /
para retornar como feto ao ventre materno /
na travessia de eterno retorno ao cordão umbilical /
agarrados ao sonho durante o sonho /
que nos acolhe lá dentro como uma nova e velha mãe /

Oh! minha mãe! - manhã no meu primeiro olhar /
- no sono estou como em seu ventre materno /
feliz e fetal /

XV

Meu neto é uma mariposa uma térmita com asas /
- uma mariposa que chegou enxuta da chuva /
que atravessou todas as gotas de chuva em longa viagem /
ao encontro com do meu futuro /
do futuro dele /
- futuro que só existe no relógio que fabrica meu novo tempo no corpo dele /

Meu neto é um anjo caído - de Salvador Dali /
um anjo caído no corpo /
( corpo é terra firme /
mas muito mais - mais matemático mais : /
corpo é água viva /
- água viva! ) /

Mas mais ainda - é essa criança que desponta no horizonte azul-Kandinsky : /
é minha vida esticada /
minha vida estendida no tempo /

minha vida à frente do que conta o tempo /
em seu avarento relógio de areia /
que retira o pó do corpo para a ampulheta /
levando-o ao anjo desidratado caído na poeira /
a morte em pó /

Meu neto é o novo anjo em pé /
outro Evangelho que vem para a vida /
com o pó do copo hidratado /
- minha vida
com mais um século de garantia /
- toda a minha vida ! /

XVI

Enquanto houver a natureza de Gauguim que me sustem em pé com bactérias /
embora queira me devorar com vermes e me tirar do tempo e espaço em corpo /
- meu corpo ganha outro corpo natural na queima da fênix /
para navegar aventureiro pelo século fora /

até que ele venha a produzir com uma mulher outro corpo para nós /
que estamos na família a dinastias de vidas passadas pelos genes /

Os genes são nossas coroas de reis e faraós da vida eterna /
até o último rei ou faraó da dinastia do meu corpo /
que é já um corpo bem antigo que vem de meu pai mãe avô avó bisavó tataravô /
e vai até onde eu não sei contar senão nos anais dos fantasmas que correm /
pelos corredores do castelo assombrado que é meu corpo humano /
reconstruído novo no corpo humano do meu neto em flor de beleza /
que há de procurar e encontrar a virgem /
que nos salvará de novo /
com vergônteas na árvore de natal /
de um outro Jesus que virá de novo /
no renovo de um novo ser /

ÊXODO DE CHAGALL - ÊXODO DE CHAGALL - ÊXODO DE CHAGALL

VIRGEM E NATAL DE MARC CHAGALL - VIRGEM E NATAL DE MARC CHAGALL

CRUCIFICAÇÃO DE PICASSO - CRUCIFICAÇÃO DE PICASSO - CRUCIFICAÇÃO

PRIMEIRA SURA DO ALCORÃO - PRIMEIRA SURA DO ALCORÃO

ABAIXO : ESCRITO SAGRADO DO TANAKH - ESCRITO SAGRADO DO TANAKH
נבזה וחדל אישים איש מכאבות וידוע חלי וכמסתר פנים ממנו נבזה ולא חשבנהו
אכן חלינו הוא נשא ומכאבינו סבלם ואנחנו חשבנהו נגוע מכה אלהים ומענה והוא מחלל מפשענו מדכא מעונתינו מוסר שלומנו עליו ובחברתו נרפא־ לנו
כלנו כצאן תעינו איש לדרכו פנינו ויהוה הפגיע בו את עון כלנו נגש והוא נענה ולא יפתח־פיו כשה לטבח יובל וכרחל לפני גזזיה נאלמה ולא יפתח פיו מעצר וממשפט לקח ואת־דורו מי ישוחח כי נגזר מארץ חיים מפשע עמי נגע למו

ESCRITO SAGRADO DO TANAKH - ESCRITO SAGRADO DO TANAKH

FUGA PARA O EGITO DE MURILLO - FUFA PARA O EGITO DE MURILLO

ASCENÇÃO DE MAOMÉ - ASCENÇÃO DE MAOMÉ - ASCENÇÃO DE MAOMÉ
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