sexta-feira, 27 de maio de 2011

POEMA DO BARDO JUNTO AO MOLEIRO, AO MANDIRÃO E À BONECA (wikcionario wik dicionario)

(poema do baredo junto ao moleiro, otto mandrião, boneca metalurgia cosmos wikcionario wik dicionario otto procela procelária ave mecsclada intempérie wikcionario wik dicionario otto otto)
Quão bela eras tu com tua boneca!

- quão bela menina!
( quão bela é a menina!
- toda menina!
em sua paixão infantil!
sem o homem por perto
a arruinar o sopro do vento no moinho de vento do nariz
pintado no cavalete do menino Van Gogh
ao longo da linha do vento no moinho e no moleiro...
- este artista sublime que cheirou a tragédia pelos moinhos de vento
pelo pelo no pelo do nariz do moleiro
e da ave do mesmo nome
que sabe às intempéries
Oh! mandrião!...procelárias... na procela...)

Quão bela eras!
- Eras de uma beleza apenas vista sutilmente
nos traços e cores simples de Joan Miró
quando o artista olha e põe o mundo em traços e cores
no rascunho da eternidade!...
Quando o pintor tira o mel da luz dos olhos
e põe pelas mãos na pintura
na tinta de mel e luz mesclada
Pelas mãos! e não pelos pés descalços em carmelitas
a descer a escada do céu
envolta a visão em um anil-Miró...
mirado e remirado
num halo de anil Joan Miró
que quando anoitece vira anum
pelo céu da bruxa
em mixórdia com o negrume do anum
tapume de sol
com a mulher perdida dentro das trevas da noite
nas penas capitais do anum
negro feito a morte
- a morte que apaga a luz no carvão
após apagar a brasa
no silêncio do cigarro
que se evola...
com a tragédia escorrendo para dentro
do coração da mulher
enquanto uma personagem em noite de Joan Miró
porquanto o senso trágico da existência
não é exclusivo dos gregos e de Nietzsche
A tragédia é encenada dentro do anfiteatro da noite
Noite fria em penas de anum
lua falciforme negra
similar à cimitarra
curva qual adaga longa
com um carrasco na jugular
e um verdugo cuidando da cervical
na tragédia e rito de execução do sentenciado
( Todos somos condenados
por crimes que inventaram
os senadores do crime
em sua senectude )

Teu corpo de menina distraída
inclinado para a boneca
que colocavas carinhosamente e cuidadosamente no carro!...
- no carrinho cor-de-rosa
que empurravas pela casa fora...
Feliz, de uma felicidade quieta e silente
em surda emoção

Posteriormente tu passaste a puxar o carrinho pela mão
graças ao cordão que amarrei no brinquedo rosado
- com todo o carinho de um pai encantado!...:
quando e enquanto o tempo não era de pedra
mas de água... doce água
- água doce de arroio até na cerveja!

O mundo e o tempo parava então
quedo e mudo te assistindo
outrossim encantado
enquanto brincavas imersa naquele sonho etéreo
Então o espaço deixava de girar com grânulos de poeira
os quais tem o condão de tecer uma cortina para fantasmas no ar
de ar e pó e teias de aranhas semi-arrancadas dos vãos
que o espaço e o tempo abria em clarabóia
para a luz participar do momento lúdico...
envolto eternamente no casulo protetor do tempo
que já criou outras meninas
assim tão felizes de se ver!
( O tempo envolve o ser humano
em uma crisálida de pedra
num fóssil que aguarda a ressurreição dos mortos
porque o homem não quer morrer
não quer deixar o tempo vazio de si
de sua notação musical )

Tudo acontecia quando tu te inclinavas
para teu carinho róseo
e tua boneca amada!
- Era outra Era geológica!....
de tão longe que ficou aquele tempo...

Acho que se passaram eras
- Eras geológicas se passaram pelo tempo depois disso!...
empós esses atos teus
alheios ao geólogo
à geologia à mineralogia gemologia metalurgia...

Ai! como esses atos teus
marcaram indelevelmente a terra
as ervas sobre a terra
a vida vegetal
o planeta e o cosmos!
- e ao meu coração
que é mais importante
que todas as Eras Glaciais
todas as Eras geológicas!

( Dá-se o fim da menina
quando crescem as bonecas...)

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