A noite desce triste em qualquer lugar
Vem em pára-quedas
em trevas separadas
individuadas
Vem também em cordas de trapézio
com arlequins e palhaços trapezistas
tristes símbolos do riso
das crianças zombando da decrepitude
expressa na máscara pintada na face do palhaço
no nariz grande e vermelho que caracteriz o velho
ou a bruxa malvada na velha
a melancolia do arlequim
Na leda madrugada
o amor esfria
tal qual uma profecia
de meteorologia do amor em livro de apocalipse
que reza que o amor esfriará
na noite da insana cavalgada
dos quatro cavaleiros soprados
pelos ventos em trombetas
do livro do anjo
que tange o apocalipse
em meio a um rebanho de bestas
com sete chifres cada
Quando essa fatídica noite chegar
caídas de bêbadas as estrelas
beba vodka
antes que um cavaleiro amarelo
montado pelo Cavaleiro da Morte de Salvador Dalí
venha com a espada
antes que venha a morte
Beba vodka
na noite escura que embuça o Cavaleiro Negro
antes que venha afinal
o Juízo Final
tome vodka!
domingo, 4 de janeiro de 2009
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