Estou na noite negra / borboleta negra / tatalando as asas / dentro de uma tempestade / ouvindo as gotas incipientes / me dando vergastadas /
Sou a borboleta negra / asas negras / navegando na noite / com estrelas afogadas / a lua lívida / a rua torta / a porta fechada / a amada morta /
Sozinha suspensa no ar / somente conto com a natureza / que voa comigo no corpo / pela noite negra / que parece não ter fim no tempo e espaço / Tudo é terra da noite / tempo da noite / terra negra / floresta negra / tempo negro / negra mariposa sem destino /
Só conto com meus sentidos / com minha inteligência solitária / no vôo sem pouso nem rumo / na chuva que agora espoca / rasga o céu com lápis de luz / bosquejando o medo em lampejos /
Sou a mariposa negra / voando com instrumentos da natureza / sem estrela polar ou Deus no céu / sem nenhum interlocutor / que não seja a natureza / com água em queda vertical / fogo rasgando o véu escuro / eco de um trovão que faz tremer o chão / e o ar úmido trazendo a terra em cheiro / a terra com suas ervas / a terra no bico da pomba em forma de erva / anunciando a vida /
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domingo, 4 de janeiro de 2009
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