No mar de vodka
a nau frágil
Água branca
Nau perdida na garrafa
acha um porto no copo
outro no corpo
E os marinheiros vão e vem
na dança do convés
Se se embebedam assim
é para tomar um pouco de alegria
Empós léguas marítimas na solidão
temperar a saudade
batizar o corpo com indústria de água
com o milagre do profeta João Batista industrial
que transformou água em vodka
tal qual Jesus fez da água vinho
no tempo da indústria do milagre
O naufrago é o homem
que cai bêbado de mar
numa ilha de solidão
o ser humano é um monge
sempre só sob estrelas enxameadas
cercado pelo oceano do corpo
quando sem amor ou vodka
e não naufraga com a fragata
num mar de vodka
mas num mar de melancolia
em noite de procela
A vodka antes o salva
da noite em que o amor esfria
congela a aldeia perdida na imaginação
abandonada aos fantasmas
nos sonhos do violinista celeste de Chagall
domingo, 4 de janeiro de 2009
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