A lua toca a janela
tal qual um besouro bate na vidraça
na noite em tempestade
pura água na vidraça
pura vodka tirada à natureza em fúria de indústria
com raios e trovões espocando!
A lua parece não se mover
senão andar quadrante a quadrante
nas grades da janela que olha
em eufêmia beta beata
A lua visita doentes presos à cama
presos presos à cela
monges presos à cela
cavalos presos à cela
homens presos à família
sem vodka que os salve
antes de Jesus chegar
vir em glória nas núvens
para os soltar na borrasca
Mas o violinista celeste
o violinista azul de Chagall
vem e dedilha a lua
com dedos sabendo a vodka
com lábios beijando a vodka
num beijo de Klint :
beijo de enamorados
sob um céu de vodka
em paz branca
Paz alva de vodka
ou cinza de cigarro
ou negro de morcego
Paz de violinista celeste
violinista verde
sonorizando o beijo de Kimt
nas bocas de aurora da vodka
que traduz o dilúculo e o crepúsculo
domingo, 4 de janeiro de 2009
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