domingo, 4 de janeiro de 2009

POEMA CEREBRINO

Tenho uma mulher>> dentro do cérebro>> Ela não sai de lá>> não passeia, nem brinca>> ou brilha sob o sol>> Muitas mulheres andam lá fora>> mas ela não é nenhuma delas>> nunca nasceu no mundo>> ( extensão do cérebro )>> Poetas já a chamaram Beatriz>> Natércia, julieta, Sara,>> sussurraram Lolita>> e até com nomes de esposa>> ou mesmo concubina>> tentaram debalde>> trazê-la á existência>> ou ao existencialismo>> Todavia ela mesma>> jamais encarnou-se>> ou rencarnou-se em oaristos>> de priscas horas>> Ela vive comigo>> como um monge>> e uma monja>> isolados em celas>> carmelitas distantes>> no tempo medieval>> e no espaço surreal>>>> Morrerá comigo>> embora não toque o solo>> nem seja iluminada como matéria>> ou reproduza outro animal>>>> Morrerá comigo>> porque dentro dela>> canta um anjo>> que sou eu>> vivo ou morto>>

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